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As leis que visam raças específicas são
difíceis e caras de se colocar em vigor. A identificação
adequada de uma raça exige um conhecimento profissional
e aprofundado das diferentes raças, colocando uma grande
responsabilidade e peso nos membros oficiais locais.
A legislação que visa raças específicas é
injusta e causa a segregação social dos donos que criam
os seus cães como companheiros e sem intenções
maliciosas.
Legislação específica a raças é custosa e
financeiramente ineficaz. Os custos para as
instituições, associações e canis municipais aumentam
grandemente, com eutanásias e burocracias para lidar com
estas raças, quando são abandonadas pelos seus donos.
A legislação gera pressões de proporções
catastróficas a nível social. Famílias serão expulsas de
suas casas apenas por terem cães que se inserem na lista
dos potencialmente perigosos, como já está a ser
discutido pela câmara municipal do Porto.
Em algumas instâncias, este tipo de lei
provoca conflitos, quando a identificação da raça do cão
não é clara, o que pode levar, muitas vezes à retirada
da propriedade própria pela força e sem processo
adequado.
Legislação específica contra certas raças
de cães é condenada pelo AKC (American Kennel Club), a
Associação Americana de Medicina Veterinária, a FVE (Federation
of Veterinarians of Europe) e muitas outras organizações
mundiais do mundo canino, treinadores, biólogos,
zoólogos e cientistas especialistas.
Não existe nenhum estudo científico ou
estatística que comprove a efectividade de tal lei em
países na qual ela já está em vigor.
Até à data, não foi identificado nenhum
critério científico através do qual se possa determinar
que um cão é perigoso unicamente pela descrição dos seus
parâmetros raciais e físicos.
A legislação referente a raças de cães
específicas determinando-as como perigosas cria uma
falsa e perigosa percepção que as raças não incluídas na
lista não demonstrarão agressão. Agressão é um
comportamento normal canino e pode ser demonstrado por
qualquer cão, de qualquer raça, ou mistura de raças.
A legislação não distingue entre
indivíduos da mesma raça, muitos dos quais poderão não
ter qualquer predisposição agressiva. O que a legislação
faz é sujeitar todos os cães de uma determinada raça ás
mesmas restrições.
Face a esta lei, torna-se legalmente
impossível demonstrar que um cão, classificado como
potencialmente perigoso, não o é.
Dr. Brisbin, Ph.D. Investigador Sénior no
Laboratório Ecológico Savanna; Professor na Universidade
da Carolina do sul; Especialista em comportamento,
treino e manuseamento e anatomia de Pit Bull Terriers,
assim como outros especialistas, testemunharam em
tribunal que Pit Bulls e raças derivadas de Pit Bull não
têm maxilares mais fortes que outros cães do mesmo
tamanho e/ou estrutura óssea. Não existe nenhuma
evidência científica que comprove que a mordida destes
cães é mais forte que a de outros cães. O teste da força
de mordida de um cão nunca foi feito, e seria muito
difícil ou virtualmente impossível de ser feito.
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